Guia cultural e empresarial

Urbanização

Introdução

De acordo com o relatório anual “La Cina nel 2015” editado pela CeSIF em 2014, a China alcançou uma taxa de urbanização de 54,77%. Em 2018, a urbanização chegará facilmente aos 60% de acordo com a CAAS (Academia Chinesa de Ciências Sociais). Neste momento a China tem 6 mega cidades (com mais de 10 milhões de pessoas) e 10 grandes cidades (entre 5 e 10 milhões de pessoas) mas em 2030 serão 7 e 16 cidades, respetivamente.

Aproximadamente, 70% da população Chinesa (mil milhões) irá viver em 600 cidades em 2035. A situação é extremamente alarmante em diversos pontos de vista: o governo não está apenas preocupado com a modificação de questões sociais, mas também com a paisagem e sustentabilidade urbana.

Quantos Chineses?

A população Chinesa em 2014 era ligeiramente inferior a 1.37 mil milhões de pessoas mas apenas 30% da população total detém uma autorização de residência regular nas áreas urbanas, os chamados Hukou.

É difícil ter uma ideia precisa de quantas pessoas vivem nas cidades pois existe uma enorme quantidade de migrantes que não estão registados e a informação não permite um cálculo preciso.

No final de 2014, a população de Pequim era de 21.52 milhões, tornando-a uma das cidades mais populosas do mundo. Uma estimativa aponta para que cerca de 8.19 milhões de migrantes viviam e trabalhavam na capital Chinesa em 2014.

Chongqing é a segunda cidade Chinesa mais populosa, com 29.70 milhões, enquanto Xangai é a terceira com “apenas” 14.72 milhões.

Na China não se sentirá sozinho!

Migração interna

De acordo com os Sextos Censos Populacionais Nacionais, existem 262 milhões de migrantes internos. Uma rápida deslocação de recursos humanos das regiões rurais para as não rurais e o grande desenvolvimento económico aumentou o número de pessoas a viver nas cidades.

Em Dezembro de 2014, o governo Chinês anunciou o cancelamento da autorização de residência temporária, e o processo está a decorrer (maio de 2015), enquanto um projeto de lei sobre a possibilidade dos migrantes urbanos beneficiarem parcialmente dos serviços públicos urbanos foi proposto. A oportunidade de utilizar os serviços públicos depende da situação migratória e parece favorecer e contribuir para o mercado de consumo.

Ruas e direções

Desde tempos passados, a filosofia Chinesa sempre considerou “estrategicamente importantes” os 4 pontos cardiais do compasso mais a zona central (Zhong 中). Esta conceção afeta o nome do país, China, conhecido como o “Reino do Meio” e também o nome de algumas das cidades como Pequim (capital no Norte) e Nanjing (capital no Sul).

Nas cidades, especialmente nas maiores, as ruas principais podem ser divididas em norte/sul (北bei / nan) ou este/oeste (东dong / 西xi) e os números recomeçam em cada direção da rua.

Assegure-se que inclui as direções na morada completa.

Adicionalmente, as principais cidades estão bem abrangidas por WiFi, como tal poderá utilizar a sua aplicação móvel para alcançar o seu destino sem gastar dinheiro em roaming.

Estradas circulares de Pequim

Pequim estende-se por um vasto território e é uma das poucas cidades Chinesas que tem diversas estradas circulares. Existem atualmente seis, mas a sétima será construída brevemente. A segunda alcança o centro da cidade e está diretamente ligada à Autoestrada do Aeroporto. Os preços dos imóveis ao redor desta segunda circular são bastante elevados pois estão mesmo no centro da capital Chinesa.

Bibliografia

AA.VV, “Le città proibite”; Mondo Cinese, Brioschi editore – Fondazione Italia Cina, Milan, 2014 – n. 1

John Friedman, “China’s Urban Transition”, London, University of Minnesota Press, 2005.

McElwee, C. R.”Environmental Law in China: Mitigating Risk and Ensuring Compliance”, Oxford Univ. Press, 2011

CeSIF, “La Cina nel 2015”, Milan, Fondazione Italia Cina, 2015

Ligações externas

Project 2014-1-PL01-KA200-003591